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80 anos da IEEE Computer Society

IEEE CS80 Rio

Universidade e indústria reunidas para celebrar oito décadas de computação: dos primeiros processadores à era da Inteligência Artificial.

29 de agosto de 202609:30–18:30Capela Ecumênica da UERJ, Maracanã

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Sobre o evento

O Rio encontra a tecnologia.

Em 1946, nascia o comitê que daria origem à IEEE Computer Society (CS). Oito décadas depois, a CS consolidou-se como a maior organização técnica do mundo na área de computação, guiando revoluções que vão desde os primeiros microprocessadores até a atual explosão da inteligência artificial e da computação quântica.

Para celebrar esse legado de 80 anos de inovação, o IEEE CS80 Rio reunirá a comunidade acadêmica, pesquisadores e gigantes da indústria em um encontro histórico, focado em integrar o talento das universidades com as maiores demandas do mercado de tecnologia.

Informações essenciais

  • Incluso: acesso a toda a programação, kit do participante com brindes exclusivos, sessões de networking e certificado digital oficial.
  • Condição especial: membros do IEEE e da IEEE Computer Society contam com tarifa promocional.
  • Local: Capela Ecumênica da UERJ— Av. Rei Pelé, 346, Maracanã, Rio de Janeiro - RJ.
  • Duração: das 09:30 às 18:30.Confira a programação abaixo.
Programação

Como vai ser o dia:

Abertura

Welcome-coffee e credenciamento

Abertura

Cerimônia de Abertura

Com Alfredo Goldman, Gabrielle Silva e Maria Menechini

Sobre a atividade

A cerimônia de abertura marcará o início oficial das comemorações dos 80 anos da IEEE Computer Society no Rio de Janeiro. O momento contará com a participação de lideranças da IEEE e da IEEE Computer Society, que darão as boas-vindas aos participantes e apresentarão a importância da Sociedade para o desenvolvimento da Computação, da pesquisa e da inovação.

Palestra

Cadeia de Custódia Digital

Luis Carlos Serpa Perito Criminal Federal

Sobre a palestra

Uma conversa sobre Cadeia de Custódia Digital, integridade da prova e desafios da perícia computacional

Nesta apresentação, discutimos os fundamentos da cadeia de custódia aplicada à forense digital, destacando os procedimentos necessários para garantir a integridade, a rastreabilidade e a confiabilidade das evidências desde sua obtenção até o descarte.

A proposta é apresentar uma visão prática sobre como requisitos legais, normas técnicas e boas práticas periciais se complementam para assegurar que evidências digitais possam ser coletadas, preservadas, analisadas e apresentadas de forma verificável e defensável. São abordados tanto os requisitos previstos no Código de Processo Penal e na Lei nº 13.964/2019 quanto os padrões internacionais da série ISO 21043 e das normas ISO/IEC voltadas à investigação digital.

Ao longo da exposição, são discutidas as particularidades dos vestígios digitais, incluindo dispositivos de armazenamento, computadores, celulares, serviços em nuvem, registros eletrônicos e outros artefatos tecnológicos. A apresentação destaca que, diferentemente dos vestígios físicos tradicionais, evidências digitais exigem cuidados específicos relacionados à volatilidade dos dados, criptografia, processos de aquisição forense, geração de hashes e preservação das condições originais dos sistemas examinados.

Também são explorados aspectos práticos da atuação pericial, como clonagem e imaging de dispositivos, recuperação de dados apagados, tratamento de dispositivos criptografados, extrações em equipamentos móveis, estados BFU e AFU, obtenção de dados em nuvem e as limitações inerentes aos mecanismos de verificação por hash. A discussão enfatiza a importância da documentação detalhada de cada procedimento realizado e das ferramentas utilizadas durante os exames.

A apresentação busca provocar reflexões sobre questões como:

  • Como garantir a integridade de uma evidência digital ao longo de todo o processo pericial?
  • Quais são as diferenças entre os requisitos legais da cadeia de custódia e as exigências técnicas das normas internacionais?
  • Como documentar adequadamente procedimentos de aquisição, análise e armazenamento de evidências digitais?
  • Quais cuidados devem ser adotados em exames de computadores, dispositivos móveis e serviços em nuvem?
  • Até que ponto hashes criptográficos são suficientes para assegurar a cadeia de custódia de uma evidência digital?
  • Como lidar com situações que envolvem criptografia, apagamento de dados, múltiplas extrações ou limitações técnicas dos dispositivos examinados?

O objetivo não é apresentar um conjunto rígido de procedimentos, mas reforçar que a confiança na prova digital depende da combinação entre metodologia técnica, documentação adequada, controles de integridade, rastreabilidade e observância dos requisitos legais e normativos que regem a atividade pericial.

Palestra

Spec Driven Development

Emerson Delatorre Cursor & Devin Ambassador

Sobre a palestra

A inteligência artificial acelerou a geração de código, mas também ampliou os riscos de requisitos implícitos, decisões arquiteturais não registradas e validações superficiais. Nesta palestra, veremos como o Specification-Driven Development transforma intenção em requisitos verificáveis, design, tarefas rastreáveis e evidências de qualidade. O objetivo é mostrar como evoluir do “vibe coding” para um processo de desenvolvimento com IA mais previsível, revisável e seguro para produção.

Atividade

Pausa para almoço

Palestra

Criptografia pós Quântica

Alexandre Nascimento Chief Technology Officer

Sobre o palestrante

Com mais de 17 anos de experiência em Tecnologia da Informação, Alexandre atua como Chief Technology Officer (CTO), liderando iniciativas de Inteligência Artificial, Defesa Cibernética, Transformação Digital e Inovação Tecnológica.

Ao longo da carreira, liderou e contribuiu para projetos estratégicos de tecnologia no Brasil e nos Estados Unidos, entregando iniciativas envolvendo SAP S/4HANA, infraestrutura corporativa, segurança da informação, engenharia de software, computação em nuvem e governança de TI para organizações como Infraero, IRB, Swissport Brasil, AT&T e Origem Energia.

Sobre a palestra

Infraestrutura corporativa segura, privada e preparada para o futuro.

A era pós-quântica começa antes do computador quântico. Máquinas quânticas criptograficamente relevantes ainda não existem, mas o risco de migração já existe: dados capturados hoje podem ser decifrados no futuro — o problema conhecido como “harvest now, decrypt later”. Sempre que a vida útil do segredo somada ao tempo de migração ultrapassa o tempo até a ameaça, esperar por certeza aumenta o risco.

A palestra parte de uma distinção técnica que costuma se perder no debate: o impacto quântico não é uniforme. A criptografia de chave pública (RSA e curvas elípticas) enfrenta uma ameaça estrutural com o algoritmo de Shor; algoritmos simétricos como o AES perdem margem com Grover e pedem revisão de tamanho de chave; funções de hash são afetadas de outra maneira. Para cada classe há uma resposta diferente — e os padrões já estão prontos para implementação: o NIST finalizou em 2024 o FIPS 203 (ML-KEM), o FIPS 204 (ML-DSA) e o FIPS 205 (SLH-DSA), todos executáveis em hardware clássico.

Em seguida vem o playbook de migração: descobrir protocolos, certificados, bibliotecas e firmware; priorizar por criticidade e vida útil do dado; exigir roadmap PQC, SBOM/CBOM e prazos dos fornecedores; desacoplar interfaces e políticas para ganhar agilidade criptográfica; pilotar em modos híbridos com teste de interoperabilidade e rollback; e migrar em ondas controladas. Tudo isso ancorado em um roteiro de 18 meses e situado no contexto das infraestruturas corporativas de IA, em que identidade, chaves e evidência precisam sobreviver à troca de algoritmo.

Entre as perguntas provocadas pela apresentação:

  • Por quanto tempo os dados da organização precisam continuar confidenciais?
  • Quanto tempo levaria para inventariar, testar e substituir a criptografia em uso hoje?
  • Quais ativos vulneráveis já estão inventariados e priorizados?
  • A organização consegue trocar de algoritmo, modelo ou fornecedor sem reconstruir tudo?

Palestra

Inteligência artificial: A era dos agentes autônomos e o que vem pela frente

Esteban Clua NVIDIA Ambassador

Sobre a palestra

Nesta conversa serão apresentados os diferentes estágios de evolução da IA, como e porque as GPUs foram importantes para esta revolução e uma visão panoriamica do que virá pela frente nos próximos anos. Esteban também irá apresentar o impacto da IA na nova geração de robótica e veiculos autonomos, bem como a revolução que será causada pelos World Foundation Models que estão sendo construidos.

Palestra

O que é a Computação Quântica?

Luis Kowada Pesquisador e Pesquisador

Sobre a palestra

Neste seminário será apresentado, de forma acessível, o que é Computação Quântica e por que ela tem atraído tanta atenção nos últimos anos. Serão explicadas a diferença entre bits clássicos e qubits, superposição, portas lógicas quânticas e como isso permite um tipo de “paralelismo” capaz de resolver certos problemas muito mais rápido do que computadores tradicionais, como busca em listas e fatoração de números grandes relacionados à segurança na internet. Ao longo da palestra, serão mostrados exemplos de circuitos, comentando o impacto em Criptografia, discutido o estágio atual da tecnologia (limitações de hardware, ruído, poucos qubits).

Atividade

Sessão de Networking

Sobre a atividade

Um momento reservado para aproximar participantes, palestrantes e representantes do setor tecnológico em um ambiente informal. Durante o coffee break, os convidados poderão trocar experiências, aprofundar discussões iniciadas ao longo da programação e estabelecer conexões acadêmicas e profissionais.

Palestra

Palestra sobre Computação Paralela

Com Alfredo Goldman

Palestra

Do Spec ao Harness: como estruturar agentes de código com mais controle

Gláucia Lemos Codex & Devin Ambassador

Sobre a palestra

Uma conversa sobre SDD, Context Engineering e Harness Engineering para sair do “vibe coding” e criar workflows mais confiáveis com IA.

Nesta conversa, vamos discutir como usar agentes de código de forma mais estruturada, indo além do uso improvisado de prompts e do chamado “vibe coding”.

A proposta é apresentar uma visão prática sobre como Spec-Driven Development, Context Engineering e Harness Engineering podem ajudar pessoas desenvolvedoras, arquitetas e times técnicos a manterem mais controle sobre o trabalho realizado por agentes de IA.

Em vez de tratar agentes como geradores automáticos de código, a conversa propõe um modelo mental mais seguro e verificável: primeiro reduzir ambiguidade com uma boa especificação, depois fornecer o contexto certo para o agente e, por fim, criar um harness com limites, testes, validações, revisão e feedback loops.

A discussão será conduzida de forma visual, usando Excalidraw, para explorar perguntas como:

  • Como evitar que agentes tomem decisões implícitas de produto e arquitetura?
  • Como transformar uma ideia vaga em uma spec útil?
  • Como decidir qual contexto realmente deve ser fornecido ao agente?
  • Como criar mecanismos de validação antes de aceitar código gerado por IA?
  • Qual passa a ser o papel da engenharia de software quando agentes começam a executar parte do trabalho?

O objetivo não é apresentar uma fórmula fechada, mas provocar uma reflexão prática: agentes de código não precisam apenas de prompts melhores; eles precisam de direção, contexto e controle técnico.

Palestra

IEEE Computer Society Talk

Com Alfredo Goldman e Waldir Ventura Filho

Sobre o palestrante

Alfredo Goldman é doutor pelo INPG, em Grenoble, e professor titular da USP. Atua como editor de área do periódico Parallel Computing e foi track co-chair do EuroPar 17 e 21, do IEEE SCC 20, do CARLA 22, do CCGRID 25 e 26, do CLUSTER 26 e do ACM SAC 25 e 26. É co-PC chair do ACM HPDC 26 e foi co-chair de programa de workshops no SC 23 e no XP 24.

Suas principais linhas de pesquisa são computação paralela e distribuída, escalonamento e métodos ágeis. Integrou o Board of Governors da IEEE Computer Society (2015–17) e é membro sênior da ACM e do IEEE. Atualmente é chair do TCPP e vice-chair do TAC da IEEE Computer Society.

Coordena um projeto temático da FAPESP em Computação de Alto Desempenho e o pilar de ciência da computação do Centro de Pesquisa Internacional USP-CNRS. Participa de grupos de trabalho de apoio à Ciência Aberta na USP, na IEEE Computer Society e na Sociedade Brasileira de Computação.

Sobre a palestra

Uma apresentação dedicada à IEEE Computer Society, abordando sua história, sua atuação e sua contribuição para o desenvolvimento global da computação. A sessão também apresentará oportunidades, benefícios e recursos disponíveis aos membros, com orientações práticas sobre como aproveitar ao máximo a membresia e se envolver com a comunidade.

Encerramento

Encerramento

Sobre a atividade

A cerimônia de encerramento concluirá a programação do IEEE CS80 Rio, reunindo os participantes para um momento de agradecimento e celebração. Será uma oportunidade para destacar os principais resultados do evento, reconhecer o trabalho de todos que contribuíram para sua realização e reforçar o compromisso da IEEE Computer Society com o fortalecimento da comunidade de Computação.

Ingressos esgotados

O terceiro lote de ingressos está esgotado. Agradecemos a todas as pessoas que garantiram presença neste encontro histórico.

3º lote esgotado